Todos nascem destinados à morte,
mas esse já nascerá morto,
destinado ao fracasso.
Deste, nenhum órgão irá se aproveitar,
suas ações não vão modificar nada,
sua existência não vai tocar ninguém.
Não cativará, não será desejado, nem sequer percebido.
Será uma sombra, sem alma
e se esconderá com a máscara da anulação - como se a insignificância natural já não fosse suficiente.
Disso tudo ele terá consciência, mas ainda assim
manterá o instinto que o fará sobreviver e até querer viver.
A esperança convivendo com a certeza da impossibilidade
será o castigo merecido.
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domingo, 11 de dezembro de 2011
Natimorto
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