Sim... a morte é inevitável, sempre soubemos. Porém, por mais natural que seja, não consigo aceitá-la com naturalidade. Ou talvez seja simplesmente isso o natural: temê-la. A meu ver, tememos mortes, porque elas escancaram nossa solidão e é desta o nosso medo primordial. O medo que nos motiva a criar família e amizades ou um contato qualquer. Ele também nos faz evitar pensamento e pergunta e nos desconcerta ao olhar o céu numa noite escura. É um medo tão atordoante que leva o mais racional e frio pensador ao desespero. Comigo, modesto usuário das faculdades mentais, não poderia ser diferente. Veja: cheguei a interromper '15 dias' por esse medo, acreditando estar vinculando a vida de minha personagem à vida de meu amor. Como fui tolo em acreditar que isso teria cura e traria mais vida a quem eu amo!
Agora me restam vergonha e culpa. Vergonha por ser tão irracional. Culpa por ter me inspirado no definhar de meu amor. Sejam elas suficientes para fazer com que eu prossiga '15 dias' até o fim.
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Esse texto é uma tentativa de retomar e talvez concertar um projeto falido...
2 comentários:
Tenho uma folha branca e
limpa à minha espera:
mudo convite.
tenho uma cama branca
e limpa à minha espera:
mudo convite.
tenho uma vida branca
e limpa à minha espera:
Ana Cristina Cesar
não conhecia essa moça, ana. valeu a dica ;)
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